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Sobre Henrique Bolgue

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Exposição a cigarro na infância está associada a doenças do pulmão

Fonte: Revista Galileu

Crianças que absorvem a fumaça do cigarro passivamente durante a infância estão mais propensas a desenvolver doença crônica do pulmão (DPOC) no futuro e morrer por causa dessa efemeridade.

A informação foi levanta durante estudo da Sociedade Americana do Câncer, trazendo à tona que os riscos à exposição do tabaco são ainda mais graves do que se imaginava.

A metodologia de trabalho dos pesquisadores baseou-se no acompanhamento de mais 70 mil adultos dos Estados Unidos que nunca fumaram entre os anos de 1992 a 2014.

Assustadoramente, perceberam que os participantes que haviam informado ter vivido com algum fumante em algum momento da infância tinham 21% mais chances de morrer de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como enfisema ou bronquite, por exemplo.

Para aqueles que viveram com um fumante durante toda a infância (definida como fase que vai até os 16 ou 18 anos), a probabilidade de ser acometido fatalmente pela doença chegou a 31%.

Os resultados, publicados no periódico científico American Journal of Preventative Medine, são os primeiros que indicam o perigo em ser um fumante passivo durante os anos cruciais da infância e adolescência podem levar a problemas de saúde grave e até a morte na fase adulta.

“A evidência levantada com resultados desse estudo sugere que a exposição infantil ao tabagismo passivo pode ser o primeiro passo em uma cadeia de eventos que começam com um desenvolvimento pobre no pulmão e asma na infância, levando ao surgimento de DPOC e, por fim, uma morte advinda de doença respiratória crônica”, afirmaram os autores do estudo.

“Apesar de nossas análises terem como foco os resultados de mortalidade, deve-se notar que uma associação entre o tabagismo infantil na infância e o desenvolvimento de doenças crônicas no pulmão fatais na fase adulta implica que a infância, provavelmente, tem impacto nos efeitos de doenças respiratórias no futuro.”

De fato, um grande número de pesquisas encontrou uma associação entre exposição ao tabagismo na infância e um elevado risco de desenvolvimento de condições pulmonares e cardiovasculares, além de múltiplas formas de câncer tanto quando criança ou adulto.
“Precisamos ficar alertas sobre os efeitos do tabagismo passivo; eles parece durar por muito tempo. Precisamos continuar a reduzir nossa exposição e ele”, afirmou Ryan Diver, autor da pesquisa ao jornal americano The Washington Post.

Metodologia do estudo
Diver e sua equipe selecionaram os participantes do estudo a partir de uma pesquisa nacional prevenção de câncer realizada pela Sociedade Americana do Câncer, que coletou dados demográficos, ambientais, comportamentais e médicos de mais de 184 mil homens e mulheres com 50 a 74 anos de idade.

Dos 70.900 mil que preencheram a análise, cerca de 52% afirmaram ter vivido com um fumante em algum momento durante a infância. Desse montante, 74% revelam ter vivido com um ou dois fumantes durante toda sua juventude.

Os autores observaram que a proporção de pessoas que cresceram em lares de fumantes aumentou consecutivamente entre os anos de 1918 a 1942 – o que faz sentido, já que os cigarros tornaram-se mais populares com o avanço do século 20, principalmente entre as mulheres.

(Com informações de IFLScience)

 

Doenças crônicas são responsáveis por 63% de todas as mortes no mundo, diz OPAS

Em congresso de gestores e especialistas da América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou nesta sexta-feira (3), no Rio Grande do Sul, que as doenças crônicas matam 36 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Número de falecimentos equivale a 63% de todas as mortes registradas anualmente. As mais fatais dessas enfermidades são as doenças cardiovasculares e o acidente vascular cerebral (AVC).

“Se reduzirmos a mortalidade por doença cardíaca isquêmica e acidente vascular cerebral em 10%, reduziremos as perdas econômicas em ao menos 25 bilhões de dólares por ano, o que é três vezes maior que o investimento necessário para medidas de prevenção e controle”, disse a coordenadora de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS no Brasil, Katia Campos.

A especialista representou a agência regional da ONU no XXI Congresso Ibero-americano de Doenças Cerebrovasculares e no Encontro Ministerial Latino-americano de AVC. Evento reúne pesquisadores, clínicos e decisores políticos até sábado na cidade gaúcha de Gramado.

“As doenças crônicas são de longe a principal causa de morte no mundo, representando 63% de todas as mortes anuais. Essas enfermidades, principalmente o câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, tiram a vida de 36 milhões de pessoas a cada ano”, acrescentou Katia.

As doenças cardiovasculares e o AVC foram responsáveis por tirar a vida de 17,7 milhões de pessoas no mundo — o que representa 31% de todas as mortes em nível global.

Os principais fatores de risco para essas patologias são dietas inadequadas, sedentarismo, uso de tabaco e consumo nocivo de álcool. As consequências desses tipos de comportamento podem se manifestar em indivíduos por meio de pressão arterial elevada, glicemia alta, hiperlipidemia, sobrepeso e obesidade.

A OPAS aponta uma série de medidas que têm se mostrado eficazes na redução do risco de doenças crônicas. Ações de prevenção incluem a interrupção do tabagismo, a diminuição do sal na dieta, o consumo de frutas e vegetais, a prática de atividades físicas regulares e o uso não nocivo do álcool. O tratamento medicamentoso da diabetes, hipertensão e hiperlipidemia também podem ser intervenções necessárias para diminuir riscos cardiovasculares e evitar ataques cardíacos e AVCs.

 

Fonte: Opas

O plano da OMS para diminuir o sedentarismo em 15% até 2030

Fonte: Revista Saúde

Em certos cantos do mundo, até 70% da população é sedentária – e o impacto disso para a saúde é tremendo. Diante de um cenário desses, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o “Let’s Be Active” (Vamos Ser Ativos, em tradução livre do inglês), um plano global para estimular a atividade física.

No documento que apresenta o programa, a entidade estabelece, como missão, “garantir que todas as pessoas tenham acesso a ambientes seguros e a diversas oportunidades para serem fisicamente ativas na vida diária, como uma forma de melhorar a saúde individual e da comunidade e para contribuir com o desenvolvimento social, cultural e econômico de todas as nações”. De maneira prática, a meta é reduzir a prevalência do sedentarismo entre adolescentes e adultos em 10% até 2025 e em 15% até 2030.

Como fazer isso? O plano estabelece 20 pontos, separados em quatro grandes temas, que deveriam ser seguidos pelos países. Você verá que alguns são bem abrangentes, até porque a ideia é que cada nação adapte a proposta às suas particularidades. Confira:

1) Criar sociedades ativas
• Implementar as melhores práticas de campanhas de comunicação, associadas a programas comunitários, para aumentar a conscientização dos múltiplos benefícios da atividade física para a saúde.
• Conduzir campanhas nacionais para estimular o conhecimento de benefícios auxiliares da atividade física para aspectos sociais, econômicos e ambientais, com foco especial para caminhada, ciclismo e outras formas de mobilidade ativa.
• Estabelecer grandes e frequentes iniciativas em espaços públicos para fomentar a atividade física nas comunidades e oferecer acesso gratuito e prazeroso a ela.
• Fortalecer o treinamento dos profissionais, dentro e fora do setor de saúde, para melhorar seus conhecimentos e suas habilidades relacionadas à criação de oportunidades inclusivas para uma sociedade ativa. Transporte, planejamento urbano, educação, turismo estão entre os focos.

2) Criar ambientes ativos
• Estimular a integração de políticas de planejamento urbano e de transporte de forma a priorizar a atividade física.
• Melhorar a infraestrutura de calçadas, ciclovias e outras estruturas que promovem uma locomoção ativa.
• Acelerar a implementação de políticas que garantem segurança a pedestres, ciclistas e pessoas engajadas em outras formas de transporte ativo.
• Aprimorar o acesso a espaços públicos de lazer ao ar livre e de centros esportivos.
• Ajudar a criar, quando necessário, infraestruturas que considerem a atividade física dentro de suas instalações.

3) Criar pessoas ativas
• Reforçar a educação física e a promoção da atividade física na escola.
• Incorporar os exercícios nos serviços de saúde.
• Oferecer programas de atividade física em diferentes espaços, como parques e praias, e mesmo em ambientes privados.
• Criar atividades específicas para a população mais velha.
• Priorizar iniciativas voltadas para os indivíduos menos ativos.
• Implementar práticas que engajem toda uma cidade ou comunidade.

4) Criar sistemas ativos
• Reforçar políticas públicas que reforcem a atividade física e combatam o comportamento sedentário.
• Criar um sistema de vigilância adequado para medir a prevalência de atividade física na população.
• Valorizar pesquisas científicas sobre atividade física e o uso de tecnologias digitais para encontrar novas soluções contra o sedentarismo.
• Expandir movimentos de advocacy, que conscientizem líderes da sociedade e outros grupos-chave sobre a importância da atividade física.
• Fortalecer o financiamento e implementação continuada de programas que promovem a atividade física.

Obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa

Fonte: Agência Brasil

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados hoje (18) pelo Ministério da Saúde.

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). O crescimento foi menor nas faixas de 45 a 54 anos (45%), 55 a 64 anos (26%) e acima de 65 anos (26%).

No mesmo período, o sobrepeso foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Na avaliação da diretora do Departamento de Vigilância de Doença e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, embora o ritmo de crescimento da ocorrência de obesidade tenha se estabilizado desde 2015, ainda é um índice preocupante.

Ela identifica como fator central desse processo a mudança na realidade das mesas dos brasileiros. “Pessoas comiam comidas mais saudáveis. O arroz e o feijão, por exemplo, não são mais unanimidade. Há mais comidas industrializadas, mais fast food e menos consumo de comidas mais frescas”, explica a diretora.

Menos refrigerantes e mais atividade física

Apesar desses índices, o levantamento registrou um aumento da prática de atividades físicas no tempo livre de 24,1% no período de 2009 a 2017 e uma queda de 52,8% no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2017. A perda da preferência por esses tipos de bebidas ocorreu sobretudo entre adultos com idades entre 25 e 34 anos e entre pessoas com mais de 65 anos.

A inclusão de frutas e hortaliças no cardápio habitual também teve um acréscimo nos últimos anos, crescendo 5% entre 2008 e 2017. Nesse consumo, há um recorte de gênero representativo. Enquanto esses alimentos são mais frequentes no cotidiano alimentar das mulheres (40%), eles ainda não são muito populares entre os homens (27,8%).

Na opinião de Fátima Marinho, a mudança de hábitos alimentares necessária para reduzir esses índices de obesidade e sobrepeso passa por informar melhor o consumidor na hora de escolher o alimento. Ela cita como exemplo sucos industrializados, vistos como mais saudáveis por muitas pessoas, mas que são compostos por quantidades de açúcar semelhante às dos refrigerantes.

“A política pública tem que incentivar pessoas a comerem melhor. Informar melhor é a nova proposta, começar nos alimentos industrializados o que está lá dentro e as quantidades. Se há aquelas letrinhas pequenas e tem que fazer vários cálculos, aí fica mais difícil”, comenta.

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e nos Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017.Ou seja, o levantamento não registra os hábitos e tendências de pessoas que moram em cidades do interior do Brasil.

Nosso Blog!

Neste espaço vamos trazer informações importantes sobre a clínica e dicas de saúde de nossos médicos. Seja bem-vindo!

Atualização em medicina cardiovascular

Dr. Wladimir Freitas, responsável técnico da clínica Biocárdios, conversa com o Dr. Luiz Quaglia, responsável pelo setor de imagem da clínica.

Entre os tópicos está o escorre de sódio e as limitações e indicações da Angiotomografia de Coronárias.

Ergoespirometria em atletas

O Dr. Alexandre Amaral discute a ergoespirometria na avaliação funcional do atleta.

Teste cardiopulmonar na insuficiência cardíaca

A. Dra. Cris Paulini, responsável pelo setor de métodos gráficos da Clínica Biocárdios, discute o valor prognóstico do teste cardiopulmonar na insuficiência cardíaca.