Arquivos Mensais: agosto 2018

//agosto

Atividade física reduz efeitos de doenças no inverno para os idosos

Fonte: G1

O mês de agosto foi o responsável por trazer uma dos períodos mais frios de 2018. Apesar de muitas pessoas gostarem do clima, outras ficam em alerta com as várias doenças que aparecem nesta época e que prejudicam, principalmente, os idosos.

Para este público em especial, médicos geriatras aconselham a prática de atividades físicas. Entretanto, uma série de cuidados devem ser tomados.

Entre as atividades, uma opção é a yoga, que proporciona ambiente aconchegante e de temperatura agradável para que todos possam se exercitar, além de ajudar na respiração.

 

Exposição a cigarro na infância está associada a doenças do pulmão

Fonte: Revista Galileu

Crianças que absorvem a fumaça do cigarro passivamente durante a infância estão mais propensas a desenvolver doença crônica do pulmão (DPOC) no futuro e morrer por causa dessa efemeridade.

A informação foi levanta durante estudo da Sociedade Americana do Câncer, trazendo à tona que os riscos à exposição do tabaco são ainda mais graves do que se imaginava.

A metodologia de trabalho dos pesquisadores baseou-se no acompanhamento de mais 70 mil adultos dos Estados Unidos que nunca fumaram entre os anos de 1992 a 2014.

Assustadoramente, perceberam que os participantes que haviam informado ter vivido com algum fumante em algum momento da infância tinham 21% mais chances de morrer de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como enfisema ou bronquite, por exemplo.

Para aqueles que viveram com um fumante durante toda a infância (definida como fase que vai até os 16 ou 18 anos), a probabilidade de ser acometido fatalmente pela doença chegou a 31%.

Os resultados, publicados no periódico científico American Journal of Preventative Medine, são os primeiros que indicam o perigo em ser um fumante passivo durante os anos cruciais da infância e adolescência podem levar a problemas de saúde grave e até a morte na fase adulta.

“A evidência levantada com resultados desse estudo sugere que a exposição infantil ao tabagismo passivo pode ser o primeiro passo em uma cadeia de eventos que começam com um desenvolvimento pobre no pulmão e asma na infância, levando ao surgimento de DPOC e, por fim, uma morte advinda de doença respiratória crônica”, afirmaram os autores do estudo.

“Apesar de nossas análises terem como foco os resultados de mortalidade, deve-se notar que uma associação entre o tabagismo infantil na infância e o desenvolvimento de doenças crônicas no pulmão fatais na fase adulta implica que a infância, provavelmente, tem impacto nos efeitos de doenças respiratórias no futuro.”

De fato, um grande número de pesquisas encontrou uma associação entre exposição ao tabagismo na infância e um elevado risco de desenvolvimento de condições pulmonares e cardiovasculares, além de múltiplas formas de câncer tanto quando criança ou adulto.
“Precisamos ficar alertas sobre os efeitos do tabagismo passivo; eles parece durar por muito tempo. Precisamos continuar a reduzir nossa exposição e ele”, afirmou Ryan Diver, autor da pesquisa ao jornal americano The Washington Post.

Metodologia do estudo
Diver e sua equipe selecionaram os participantes do estudo a partir de uma pesquisa nacional prevenção de câncer realizada pela Sociedade Americana do Câncer, que coletou dados demográficos, ambientais, comportamentais e médicos de mais de 184 mil homens e mulheres com 50 a 74 anos de idade.

Dos 70.900 mil que preencheram a análise, cerca de 52% afirmaram ter vivido com um fumante em algum momento durante a infância. Desse montante, 74% revelam ter vivido com um ou dois fumantes durante toda sua juventude.

Os autores observaram que a proporção de pessoas que cresceram em lares de fumantes aumentou consecutivamente entre os anos de 1918 a 1942 – o que faz sentido, já que os cigarros tornaram-se mais populares com o avanço do século 20, principalmente entre as mulheres.

(Com informações de IFLScience)

 

Doenças crônicas são responsáveis por 63% de todas as mortes no mundo, diz OPAS

Em congresso de gestores e especialistas da América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou nesta sexta-feira (3), no Rio Grande do Sul, que as doenças crônicas matam 36 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Número de falecimentos equivale a 63% de todas as mortes registradas anualmente. As mais fatais dessas enfermidades são as doenças cardiovasculares e o acidente vascular cerebral (AVC).

“Se reduzirmos a mortalidade por doença cardíaca isquêmica e acidente vascular cerebral em 10%, reduziremos as perdas econômicas em ao menos 25 bilhões de dólares por ano, o que é três vezes maior que o investimento necessário para medidas de prevenção e controle”, disse a coordenadora de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS no Brasil, Katia Campos.

A especialista representou a agência regional da ONU no XXI Congresso Ibero-americano de Doenças Cerebrovasculares e no Encontro Ministerial Latino-americano de AVC. Evento reúne pesquisadores, clínicos e decisores políticos até sábado na cidade gaúcha de Gramado.

“As doenças crônicas são de longe a principal causa de morte no mundo, representando 63% de todas as mortes anuais. Essas enfermidades, principalmente o câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, tiram a vida de 36 milhões de pessoas a cada ano”, acrescentou Katia.

As doenças cardiovasculares e o AVC foram responsáveis por tirar a vida de 17,7 milhões de pessoas no mundo — o que representa 31% de todas as mortes em nível global.

Os principais fatores de risco para essas patologias são dietas inadequadas, sedentarismo, uso de tabaco e consumo nocivo de álcool. As consequências desses tipos de comportamento podem se manifestar em indivíduos por meio de pressão arterial elevada, glicemia alta, hiperlipidemia, sobrepeso e obesidade.

A OPAS aponta uma série de medidas que têm se mostrado eficazes na redução do risco de doenças crônicas. Ações de prevenção incluem a interrupção do tabagismo, a diminuição do sal na dieta, o consumo de frutas e vegetais, a prática de atividades físicas regulares e o uso não nocivo do álcool. O tratamento medicamentoso da diabetes, hipertensão e hiperlipidemia também podem ser intervenções necessárias para diminuir riscos cardiovasculares e evitar ataques cardíacos e AVCs.

 

Fonte: Opas